Dom Quixote chega ao Teatro Municipal

Espetáculo com o Coro, a Orquestra Sinfônica do TM e solistas convidados tem concepção e direção cênica de Jorge Takla, além de direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro

Aclamada pela crítica e pelo público paulistanos, a ópera Dom Quixote, de Jules Massenet, será realizada pelaFundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), nos dias 13, 15, 19 e 22 de abril, às 20h, e em 17 de abril, às 17h, em coprodução com o Theatro São Pedro, de São Paulo. Inspirada na obra de Miguel de Cervantes, esta montagem com o patrocínio do BNDES, será apresentada peloCoro e a Orquestra Sinfônica do TM e contará com participações de solistas convidados, como o baixo estadunidense Gregory Reinhart, no papel-título, a mezzo-soprano Luiza Francesconi, como Dulcineia, e o barítono Eduardo Amir, que dará vida a Sancho Pança. Completam o elenco as sopranos Roseane Soares eMarianna Lima, o tenor Anibal Mancini e o barítono André Rabello. Primorosa, a montagem é resultado de um harmonioso trabalho norteado pelo estilo das gravuras do francês Gustave Doré – ilustrador de clássicos como A Divina Comédia, de Dante, em 1861, e do próprio Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes, em 1863 – e que leva as assinaturas de Christian Mourelhe, no visagismo; de Ney Bonfante, no desenho de luz; de Fábio Namatame, no figurino; de Nicolas Boni, na cenografia; de Nuria Castejón, na coreografia do balé flamenco; deJorge Takla, na concepção e direção cênica; e do maestro Luiz Fernando Malheiro, na direção musical e regência. A última récita será regida pelo Maestro Pedro Messias.

Esta ópera de Massenet, no entanto, não é exatamente criada a partir do livro de Cervantes. Conforme o especialista em óperas Sergio Casoy, a versão deste compositor francês, que estreou em 1910 no Cassino de Monte Carlo, em Mônaco, foi feita a partir do libreto de Henri Cain, que, por sua vez, se baseou na peça Le Chevalier de la Longue Figure, de Jacques Le Lorrain. No Brasil, a ópera Dom Quixote foi apresentada pela primeira vez no Brasil em 6 de agosto de 1926, em récita única no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, organizada pelo empresário  Walter Mocchi, um italiano nascido na cidade de Turim e que se casou com a soprano Bidu Sayão, naquele mesmo ano. Encerrada a temporada carioca, em 11 de agosto, a companhia deMocchi rumou para São Paulo, onde o público paulistano conheceu o Dom Quixote, de Massenet, em récita no Theatro Municipal no dia 16 de agosto de 1926, dez dias após a estreia no Rio.

Ensaio da ópera "Dom Quixote", de Jules Massenet, no Theatro São Pedro, em São Paulo

Foto: Heloisa Bortz/Divulgação

“Reviver a ópera de Massenet e trazê-la mais uma vez ao palco do Municipal só foi possível graças ao acordo de coprodução estabelecido com o Theatro São Pedro, uma iniciativa auspiciosa que abre boas perspectivas para a cena lírica nacional. Procedimento comum entre teatros de ópera em todo o mundo as coproduções reduzem os custos, garantem um maior número de récitas aos artistas e fazem circular as produções, tornando-as acessíveis para um público maior. O Dom Quixote de Massenet configura-se, portanto, como a ponta de lança daquilo que pode vir a ser uma nova fase de estreita colaboração entre os teatros de ópera brasileiros”, destaca o Diretor Artístico do Theatro Municipal, André Cardoso.

 Sinopse

Ato I

Uma praça diante da casa da coquete Dulcineia. Quatro admiradores da bela jovem fazem uma serenata. Ela aparece, explica que ser adorada não é suficiente para uma mulher porque os anos passam e sai a seguir. O povo saúda efusivamente a chegada do velho cavaleiro Dom Quixote acompanhado de seu escudeiro Sancho. Quando a multidão se dispersa, Dom Quixote canta uma serenata para Dulcineia, mas é interrompido por Juan, um outro ciumento admirador. Ambos puxam suas espadas. Dulcineia interrompe a luta e, atraída pelas antigas maneiras cavalheirescas de Quixote, manda Juan embora. Dulcineia intima o fidalgo a recuperar seu colar de pérolas, roubado pelo chefe dos bandidos locais.

Ato II

Amanhecer nublado no campo. Dom Quixote, em busca do colar de pérolas, aproveita para compor um poema de amor. Sancho protesta fortemente contra a perigosa expedição. A névoa se desfaz. Dom Quixote vê, no horizonte, uma série de moinhos de vento, que ele acredita serem gigantes. Para desespero de Sancho, o fidalgo ataca um deles, é apanhado por uma pá e lançado no ar.

Ato III

Crepúsculo nas montanhas. Na trilha dos bandidos. Sancho dorme e Quixote monta guarda, mas adormece. Os bandidos o dominam. Sancho foge. Enquanto os bandidos se preparam para matar o velho fidalgo, este reza para que Deus receba sua alma. Envergonhado, o chefe dos bandidos pergunta a  Quixote quem é ele,  o fidalgo conta que é um cavaleiro andante e o chefe, comovido, devolve o colar ao fidalgo, que abençoa todos os ladrões antes de partir.

Ato IV

Uma festa no jardim da casa de Dulcineia. Quando todos saem para jantar, chegam Dom Quixote e Sancho. O fidalgo sonha em se casar com Dulcineia, e ele promete a Sancho um castelo numa vaga ilha. Dulcineia, cercada por seus amigos, volta à cena. Todos aplaudem a devolução do colar. Quixote pede a jovem em casamento, causando uma gargalhada geral. Com pena do velho fidalgo, ela manda todos saírem, e explica a Quixote que suas formas de vida são diferentes, a função dela é dar amor a todos. A seguir se despede ternamente e parte, mas a multidão volta para caçoar do velho. Sancho os enfrenta e arrasta Dom Quixote consigo para longe dali.

Ato V

Um bosque na montanha. Noite estrelada. Encostado em uma árvore, Dom Quixote percebe que seu tempo terminou e se prepara para morrer. Ele se lembra que prometeu a Sancho uma ilha, mas a única ilha que pode legar ao escudeiro é a ilha dos sonhos. Vendo o intenso brilho do planeta Júpiter no céu, Dom Quixote tem uma visão de Dulcineia, cuja voz o chama para outro mundo. Dom Quixote morre, enquanto Sancho chora sobre seu corpo.

SERVIÇO:

DOM QUIXOTE – Ópera em cinco atos

CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Coprodução com o Theatro São Pedro (SP)

Patrocínio: BNDES

Apoio: CVC Viagens e Turismo‎,Hotéis Othon,O Globo,Rádio SulAmérica Paradiso,Livraria da Travessa,Rádio MEC,Civil Master e Petroserv.

 Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Dias: 13, 15, 19 e 22 de abril, às 20h – (Regência de Luiz Fernando Malheiro)

Dia: 17 de abril, às 17h (Regência de Pedro Messias)

 

Preços:

  • Frisas e camarotes – R$ 600,00
  • Plateia e balcão nobre – R$ 100,00
  • Balcão superior – R$ 72,00
  • Galeria – R$ 36,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 

Classificação etária 8 anos

Capacidade – 2.227 lugares

Duração – 160 minutos




 

 

 

 

 

 

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