Bar ‘Francês’ é sucesso entre universitários da Tijuca

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Apesar do nome, o estabelecimento é legitimamente brasileiro. Com algumas cadeiras ao redor do balcão, o público gosta mesmo é de ficar em pé e, no máximo, ter uma mesinha ao lado para apoiar a bebida. Esta, aliás, fica exposta em geladeiras até que o próximo cliente venha buscá-la para participar das comemorações, conversas triviais ou de intensos debates. Tais encontros ainda podem ser embalados por uma jukebox, onde  funk e rock se misturam em vários momentos  ao longo do dia. E só termina quando a calçada da Rua General Canabarro fica vazia, o que pode demorar a acontecer.

“A hora do encerramento das atividades é às 23h, mas muitas vezes ficamos aqui até o último cliente sair”, diz o atendente Edison Balbino, 24. Isso acontece, geralmente, pelo horário de saída dos alunos do turno da noite. Assim que a aula termina, muitos param por ali e relaxam antes da volta para casa. E quem pensa que o mesmo não acontece mais cedo, se engana. “Às 9h da manhã, o bar fica lotado”, conta o funcionário.

Alguns responsáveis pelo intenso fluxo matinal são servidores de empresas próximas que almoçam no restaurante, que também faz parte do lugar. “Originalmente, aqui se chamava ‘Le Café Noir’, mas o bar acabou fazendo mais sucesso”, explica o gerente Nelson Frederico, 62. Quando surgiu há quatro anos, o dono do estabelecimento era francês, o que deu origem ao nome atual. “Após a troca de gerência, ainda preferimos manter o nome, pois já era popular e em time que está ganhando não se mexe”, brinca.

E por falar em competições, algumas delas também são comemoradas no Francês. Muitos eventos que atraem clientes são os ensaios de bateria dos jogos universitários. Integrantes dos Jogos de Comunicação (JUCS) e de Engenharia (INTERENG) se reúnem com suas equipes para promover um batuque e confraternizar em frente ao bar. Além disso, outra comemoração popular é o Isoporzinho, onde os alunos arrecadam dinheiro para eventos da faculdade.

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Uma típica sexta em frente ao Francês

 

“Apesar das disputas universitárias, nunca houve briga no bar”, ressalta o atendente Ricardo Martins,20. E é nesse clima paz e amor que Fernanda Bruno, 22, gosta de ficar. A estudante de Engenharia de Produção costumava frequentar outro bar na Tijuca, porém a experiência passou a não ser mais agradável. “Tenho muitos amigos homossexuais que saem para beber comigo. Com o tempo começamos a sofrer preconceito no outro estabelecimento. Então, decidimos ficar pelo Francês, porque aqui não rola isso.”, relata.

Nesse clima ameno, também há quem vá para beber e, ao mesmo tempo, cultiva uma amizade com os funcionários do Francês. Como é o caso do estudante de Gestão Ambiental Filipe Viana, 23. “Já frequento o bar há dois anos, pois além da proximidade, aproveito para bater um papo com meus amigos que trabalham aqui”, diz.

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A bebida mais pedida

O sucesso do bar se reflete no consumo diário de bebidas. Em média, são 150 litros por dia, que ainda pode aumentar para 300 litros quando o movimento é maior, como nas quintas e sextas. “Nosso carro-chefe é o litrão”, destaca o gerente. A procura pela garrafa de um litro é maior, pois funciona bem para a divisão em grupos grandes, além de ser uma economia para o bolso.  Com isso, o Francês segue com a moral em dia e a certeza de que a saideira é logo ali.




Rosa Andrade

Rosa Andrade

Carioca, produtora, futura jornalista e o Batman nas horas vagas.

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