Rua das Flores pode ser tombada como patrimônio ecológico e cultural

Rua das Flores/Foto: Mariana Passos
Rua das Flores/Foto: Mariana Passos

Patrimônio: projeto do vereador César Maia (DEM) pede o tombamento da Rua das Flores

A Rua das Flores, tradicional ponto de venda de plantas localizado no coração da Tijuca, entre as ruas Conde de Bonfim e Santo Afonso, está para se tornar patrimônio cultural do Rio. Uma iniciativa do vereador César Maia (DEM), o projeto de tombamento considera o interesse ecológico e cultural do local, e visa proteger a área da especulação imobiliária, assim como de descaracterizações e mudanças na função dos quiosques como pontos de venda de flores. Obras ficariam permitidas somente para melhorias.

“Se aprovado, o Conselho Municipal de Proteção de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro inscreverá a Rua no Livro de Tombos dos Bens Culturais do Município do Rio de Janeiro em um prazo de dez dias, contados da publicação da Lei, e estabelecerá os atos necessários à conservação estética, histórica e natural do imóvel tombado”, afirma César Maia, que era prefeito do Rio quando a área sofreu revitalização e ganhou a sua atual configuração, em 1993. “Antigamente era bem diferente. Tratava-se de um local escuro e perigoso, com moradores de rua e assaltantes ao invés de quiosques e vendedores. As obras na área foram a primeira experiência bem-sucedida de requalificação de um espaço na cidade, e o projeto atual busca preservar essa qualidade de vida que foi alcançada”.

Rua das Flores/Foto: Mariana Passos
Rua das Flores/Foto: Mariana Passos

O comércio popular de arranjos florais foi tão bem recebido pelos moradores locais que, em 1998, A Câmara Municipal do Rio de Janeiro oficializou a denominação Rua das Flores, com a aprovação da Lei Ordinária 2.628, de autoria do Vereador Chico Aguiar. Hoje, os tijucanos aproveitam do espaço não apenas para adquirir vasos e mudas de plantas, mas também para passear, uma vez que contam com a arborizada viela 24 horas por dia.

Os vendedores Cineyda e Humberto Lopes são donos do quiosque número um da Rua das Flores, e apoiam o projeto de tombamento, por acreditarem que irá aumentar a atenção e o cuidado da prefeitura com o espaço. “O tombamento pode revigorar a estrutura e a limpeza da Rua e arredores, a deixando ainda mais bonita, bem tratada, e servindo como um ponto turístico da Zona Norte”, explica Cineyda, que trabalha no local há 20 anos.

Matéria escrita por Mariana Passos, aluna de Jornalismo na Universidade Veiga de Almeida.

Oi...Esse aviso é só para te lembrar de CURTIR a nossa FanPage no Facebook.

Assim você estará cada vez mais ligado nas novidades do Rio Jahé!

CLOSE