Mostra circense reúne espetáculos inéditos na Fundição Progresso

Anônimo 20 anos/Foto: Celso Pereira
Anônimo 20 anos/Foto: Celso Pereira

Mostra Polo Carioca de Circo Casa Escola Benjamim terá seis atrações e celebra os 30 anos do grupo Teatro de Anônimo. De quinta (29) a domingo (2). Entrada franca

Uma produção artística singular, resultado da experiência e experimentação de um grupo de artistas nas práticas de comicidade, acrobacia aérea e gestão cultural. A Mostra Polo Carioca de Circo Casa Escola Benjamim traz para o Pavilhão Teatro de Anônimo / Fundição Progresso (Rua dos Arcos, 24) de quinta (29/9) a domingo (02/10) seis atrações inéditas, entre performances e espetáculos, que são resultado do processo criativo de artistas, coletivos e companhias de diferentes cantos do país, cuja proposta artística contou com a direção do Teatro de Anônimo – grupo fundado em 1986 que se dedica à pesquisa técnica e artística relacionada ao teatro popular, comicidade e acrobacia aérea.

Na quinta-feira (29/09) e sexta-feira (30), a partir das 20h, o público pode conferir “Conexões”, com Flávia Marco. A performance conta o desafio da Palhaça Fuinha que vive à espera de algo surpreende e que mudará sua vida para sempre. No mesmo dia, a Cia Bapho apresenta “AS – artigo feminino plural”, espetáculo que usa a linguagem circense propondo reflexão sobre cenas do cotidiano de violência contra a mulher.

No sábado (01/10) as atrações são a performance “CONCERTO « DO LA RE «” e “AlfonsinA” espetáculo feminino que acontece num aparelho tradicional de circo, a corda bamba, e inspirado em dois ícones da literatura feminista: a poetisa argentina Alfonsina Storni (1892-1938) e a escritora inglesa Virginia Woolf.

A programação do fim de semana se encerra no domingo (2) às 20h com as atrações “Poli dance cômico”, performance onde Florência Santangelo, supera um turbilhão de dificuldades e imprevistos, para finalizar o número de forma apoteótica e Discurso FDP – espetáculo de “palhaçaria clássica” baseado no texto de Alberto Pimenta.

A Mostra Polo Carioca de Circo Casa Escola Benjamim faz parte das comemorações de 30 anos do grupo Teatro de Anônimo, marcado pela forte influência do circo, do riso e da cultura popular, como base artística de seu trabalho.





Sobre o Teatro de Anônimo e Polo Carioca de Circo

O grupo Teatro de Anônimo, formado na zona norte do Rio, completa 30 anos. Também neste ano, o Teatro de Anônimo tornou-se um Polo Carioca de Circo, fomentando a criação e formação de artistas circenses, com foco na acrobacia aérea, comicidade e gestão para autonomia. Outro ponto positivo é a consolidação do Pavilhão Teatro de Anônimo e da Casa Benjamim, como equipamentos voltados para processos de construção coletiva no segmento de circo-teatro carioca. “Nosso projeto de 30 anos é circular, difundir e fomentar nosso repertório e nossas possibilidades formativas, promovendo residências, dirigindo novos espetáculos e ministrando oficinas” conta Maria Angélica Gomes, atriz circense e fundadora do Teatro de Anônimo.

 

Confira abaixo os horários e sinopse das atrações:

– Dia 29/09 (quinta-feira), às 20h

LOCAL: Pavilhão Teatro de Anônimo | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Número: Conexões

Como ser digno de nossos acontecimentos? Como estar inteiro para desfrutar das experiências?  Este é o desafio da Palhaça Fuinha, que tenta apresentar seu número, mas é constantemente interrompida pelo celular. A montagem questiona o quanto nossa qualidade de presença pode sucumbir face à ansiedade de que algo mais importante esteja prestes a acontecer…

Residente: Flávia Marco | Direção: João Carlos Artigos | Duração: 10 minutos

Espetáculo: AS – artigo feminino plural (Cia Bapho)

Entre flores, gravatas e bordados, o espetáculo AS é construído sobre uma narrativa hibrida e atemporal. Através da linguagem circense, passa pela estética dos contos de fadas, do burlesco, da dança contemporânea, do absurdo e da apropriação de objetos considerados do universo masculino. A trajetória das personagens se desenvolve por jogos de interação com o público propondo reflexão sobre cenas do cotidiano de violência contra a mulher.

Artistas Residentes: Laura Faleiros, Manu Montes e Mariana Jascalevich | Direção Geral: Regina Oliveira | Produção: Gisele Silgom – Eixo Imaginário | Trilha Original: Roberto Kauffmann | Coreografia: Laura Faleiros | Assistente Coreográfico: Guilherme Gomes | Concepção e operação de luz: Tamara Torres | Figurino e cenário: Patrícia Muniz | Assistente de figurino: Patrícia Delvaux | Captura de voz: Paulo Ricardo Nunes

– Dia 30/09 (sexta-feira), às 20h

LOCAL: Pavilhão Teatro de Anônimo | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Número: Conexões

Como ser digno de nossos acontecimentos? Como estar inteiro para desfrutar das experiências?  Este é o desafio da Palhaça Fuinha, que tenta apresentar seu número, mas é constantemente interrompida pelo celular. A montagem questiona o quanto nossa qualidade de presença pode sucumbir face à ansiedade de que algo mais importante esteja prestes a acontecer…

Residente: Flávia Marco | Direção: João Carlos Artigos | Duração: 10 minutos

Espetáculo: AS – artigo feminino plural (Cia Bapho)

Entre flores, gravatas e bordados, o espetáculo AS é construído sobre uma narrativa hibrida e atemporal. Através da linguagem circense, passa pela estética dos contos de fadas, do burlesco, da dança contemporânea, do absurdo e da apropriação de objetos considerados do universo masculino. A trajetória das personagens se desenvolve por jogos de interação com o público propondo reflexão sobre cenas do cotidiano de violência contra a mulher.

Artistas residentes: Laura Faleiros, Manu Montes e Mariana Jascalevich | Direção geral: Regina Oliveira | Produção: Gisele Silgom – Eixo Imaginário | Trilha original: Roberto Kauffmann | Coreografia: Laura Faleiros |  Assistente coreográfico: Guilherme Gomes | Concepção e operação de luz: Tamara Torres | Figurino e cenário: Patrícia Muniz | Assistente de figurino: Patrícia Delvaux | Captura de voz: Paulo Ricardo Nunes

– Dia 01/10 (sábado), às 20h

LOCAL: Pavilhão Teatro de Anônimo | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

CONCERTO « DO LA RE«

Três elegantes palhaças com seus instrumentos inusitados tocam Danúbio Azul. Surpreendentes movimentos musicais fazem desse concerto algo inacreditável e com um final inesperado.

Residentes: Carina Ninow, Vanda Cortez e Veronica Mora | Argumento: Vanda Cortez | Direção: Shirley Britto | Figurino: Shirley Britto | Duração: 10 min

Espetáculo: AlfonsinA 

AlfonsinA é um espetáculo feminino que acontece num aparelho tradicional de circo, a corda bamba. Tem como inspiração as vozes de dois ícones da literatura feminista: a poetisa argentina Alfonsina Storni (1892-1938) e a escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941). A mulher e a palhaça se equilibram na poesia juntando o circo e a literatura para construir imagens, pensamentos e sensações dessa corda bamba que sustenta a vida.
Criadora: Espuma Bruma | Direção: Fabio Freitas | Assessoria em movimento: Maria Angélica Gomes | Assistência Técnica e luz: Dodô Giovanetti | Figurino: Florência Santángelo e Caro Pierro

 Dia 02/10 (domingo), às 20h

LOCAL: Pavilhão Teatro de Anônimo | CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Número: Poli dance cômico

A poli dance chega encantando e seduzindo o público com sua dança e movimentos acrobáticos no aparelho. Durante sua performance, o aparelho começa a deslizar devido o suor produzido, criando uma dificuldade para a execução dos movimentos. Ela, sem deixar o ritmo cair, utiliza-se dos artifícios técnicos para secar o aparelho, mas, outras dificuldades começam a surgir e num turbilhão de imprevistos, ela finaliza o número de forma apoteótica.

Residente: Florência Santangelo | Direção: Maria Angélica Gomes | Mixagem musical: Caco Chagas | Figurino: Florência Santangelo | Confecção do aparelho: José Maranhão | Duração: 10 minutos

Espetáculo: Discurso FDP

A pesquisa será amparada na técnica da “Palhaçaria Clássica”, com apoio de referências bibliográficas como o “Discurso sobre o Filho da Puta”, cujo autor Alberto Pimenta rompe com regras moralistas para investir no lúdico e no experimental, cheio de liberdade cênica e acidez irônica.

Criadora residente: Cristiana Brasil | Direção: João Carlos Artigos | Dramaturgia: Sérgio Machado | Cenotécnico e Iluminação: Dodô Giovanetti | Figurino: Florencia Santángelo e Caro Pierro

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